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Como consequência do trabalho realizado pela Câmara Técnica da Aviação Geral, no Conselho da ANAC, o Presidente da ANAC, Sr. Marcelo Guaranys, determinou a criação de um Grupo de Trabalho para encaminhar às demandas propostas. Esse histórico de fatos pode ser acompanhado em diversas notícias publicadas no nosso site.

No começo de junho um grupo da APPA, formado pelo nosso Presidente George Sucupira, Humberto Branco e Umberto Moruzzi, atendeu um novo pedido da ANAC para uma reunião de trabalho. Segundo o Sr. Alex Romera, servidor da ANAC designado pelo Presidente da Agência para liderar o Grupo a reunião se fazia importante para que dúvidas e conceitos fossem esclarecidos, antes da sua conclusão final.

A expectativa é de que um novo ciclo de relacionamento entre a ANAC e a Aviação Geral se estabeleça, com problemas pontuais que nos afetam há anos sejam resolvidos e que outras soluções, tão esperadas, sejam enfim resolvidas.

A APPA - AOPA Brasil desde então vem acompanhando de perto esse trabalho, porém, com muita preocupação, percebe sinais de que todo o esforço pode estar sendo ameaçado por grupos da Agência, pautados por mentalidade atrasada, pelo mais antiquado cartorialismo, pela falta de conhecimento técnico, ufanismo e arbitrariedade.

Enquanto boa parte dos servidores, temos certeza, compreenderam nossos pleitos (já apresentados e negociados há mais de um ano) e buscam encontrar formas para resolvê-los, outro, pautado por intenções desconhecidas, remam contra a modernização da Aviação Geral brasileira.

A APPA - AOPA Brasil preocupa-se muito com os sinais de que a ANAC encontra-se fraturada organizacionalmente, estando por isso incapacitada de operar com eficiência. Essas fraturas podem, senão comprometer todo o trabalho realizado pela Câmara Técnica, fazer com que a Agência responda aos pleitos que já passaram da hora de ser atendidos, com mais respostas parciais, meias soluções ou rejeições pautadas em recomendações técnicas ultrapassadas ou de conteúdo questionável.

Analisando padrões de ação e comportamentos, podemos deduzir que os mesmos que sabotam processos de modernização são os que transformaram pátios de Aeroportos em Delegacias de Polícia, como forma de intimidação do nosso setor.

Todos sabem que uma lacônica e obscura Nota Oficial foi publicada e divulgada a imprensa pela Agência, dando conta que 350 aeronaves haviam sido fiscalizadas, das quais 92 impedidas de voar por "riscos à segurança". A APPA solicitou à Presidência da Agência que fosse transparente, indicando claramente os motivos do impedimento das operações dessas aeronaves, pelo bem da verdade e informação à opinião pública, levada a crer pela Nota que quase 1/3 das aeronaves fiscalizadas ofereciam riscos reais à segurança. Sabemos que isso não é verdade. A ANAC sabe que isso não é verdade. Queremos que essa informação seja divulgada e só podemos concluir que os baluartes do atraso, empreendedores de cartórios, estejam dificultando esses esclarecimentos, até agora não respondidos.

Devemos ressaltar que a APPA sempre apoiou e apoiará toda e qualquer iniciativa de fiscalização promovida por Órgãos Gestores, uma vez que essa é uma das suas obrigações legais. Queremos, contudo, que tais ações sejam feitas no contexto de real melhoria do sistema e não como eventual iniciativa diversionista, de cunho difamatório.

Neste momento a ANAC está prestes a divulgar o Relatório do Grupo de Trabalho da Aviação Geral. Sabemos que esse Trabalho não resolverá "numa canetada" nossos problemas mas poderá, sim, ser um marco para que os rumos sejam alterados favoravelmente à Aviação.

Temos ciência que os fraturadores institucionais estão atuando para que nossos pleitos sejam rejeitados ou procrastinados, mais uma vez, mesmo em detrimento da opinião favorável e lógica de um grande número de servidores e técnicos da Agência que já compreenderam que o mundo mudou, que as tecnologias estão ai, que a nossa Aviação Geral pode e deve voar mais e em mais segurança, em prol de todo o setor, como celeiro do sistema que sempre foi e continuará a ser.

A APPA tem mantido contato com todas as instâncias da Agência para que a oportunidade de mudança de rumos não seja desperdiçada.

Os trabalhos realizados pela APPA não são pautados em pedidos pontuais de favores, mecanismos não oficiais para solução de problemas ou na base das relações de compadrio. Nossos pleitos são claros, técnicos e objetivos.

Queremos uma ANAC respeitada, porque ela é o órgão central da nossa Aviação. Para isso, o primeiro passo é que ela se faça respeitar, não usando, mais uma vez, suas disputas e problemas internos como justificativa para protelar soluções propostas com base na lógica, técnica e experiências internacionais exitosas.

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