A AOPA Brasil tem no tema da segurança operacional sua principal bandeira. Não à toa, participa ativamente de todos os foruns de segurança e, desde meados de 2016 participou da fundação do BGAST – Brazilian General Aviation Safety Team, patrocinado pela ANAC.

A AOPA Brasil entende que há uma oportunidade enorme para que aprimoremos, no Brasil, o jeito de encarar a prevenção e a investigação de acidentes aeronáuticos para a Aviação Geral Leve. Como nos Estados Unidos, a regulação e a investigação tradicionais não dão conta do que a segurança tem de mais importante: a prevenção. “Homem-Meio-Máquina” são conceitos importantes mas que foram enriquecidos com muito estudo analítico, estatísticas sólidas e políticas educacionais efetivamente focadas no que interessa: combater as práticas aeronáuticas que expõem os operadores a perigos que podem ser evitados.

Com a disseminação de GPSs a bordo de aeronaves da Aviação Geral, os famosos acidentes relacionados com “CFIT” ou “Voos controlados contra o terreno” praticamente acabaram na América. Um GPS, portátil ou não, com uma base de terreno minimamente atualizada tornou-se ferramenta indispensável para que pilotos evitem colisões contra o terreno.

Com os CFITs relativamente bem mitigados pelo uso apropriado dos GPSs, o grande vilão a ser combatido, agora, são as perdas de controle em voo, ou o LOC-I. Nesse universo do LOC-I, há uma prática específica que responde pela grande maioria dos acidentes: os circuitos de tráfego e, especificamente, as curvas “da perna base para a reta final”. Aeronaves entram em parafuso, inadvertidamente, nesse segmento final da aproximação e em praticamente 100% dos casos provocam fatalidade em todos os ocupantes. De maneira objetiva, o Air Safety Institute, da AOPA, com o FAA com a Univerisade da Dakota do Norte, decidiram então promover o modelo ideal de aproximação estabilizada para a aviação geral leve. Nada mais estão falando do que a aviação comercial já pratica há décadas: esquecer dos “circuitos quadrados” e ensinar “curvas contínuas”, onde os pilotos, ao invés de manobrarem curvas de 90 graus entre pernas, gerenciam curvas contínuas que os conduzem com mais segurança e estabilidade à reta final.

“Como as curvas de 90° são onde os pilotos mais cometem erros, então as evitemos, os ensinando a gerenciar continuamente curvas de baixa e média inclinação ao longo de todo o circuito, especialmente da base para a final”, analise o Cmte. Miguel Angelo Rodeguero, Diretor de Segurança da AOPA Brasil.

Uma matéria detalhada sobre o assunto pode ser acessada em: https://www.aopa.org/news-and-media/all-news/2016/november/17/aopa-air-safety-institute-und-study-stabilized-approach

Sua leitura é indispensável!

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