DECEA e SRPV-SP andando de lado: revisar corredores visuais é como dar remédio velho e amargo para doenças novas.

Na contramão do que se faz em espaços aéreos congestionados nos quais se busca colocar diferentes segmentos da aviação para voar harmonicamente, o DECEA e o SRPV-SP insiste na “revisão” dos Corredores Visuais sob a Terminal São Paulo. Em síntese, o que já é ruim, ficará pior se publicando realmente o que foi apresentado pelas autoridades a diversas entidades.

A APPA formalizou sua discordância a proposta do DECEA / SRPV-SP. Entendemos e respeitamos a autoridade do DECEA para arbitrar a organização do espaço aéreo como entender ser o adequado. Estamos a postos, como sempre, para compartilhar e participar de projetos, mas temos clareza quanto ao que queremos e, por consequência, com o que não concordamos. Isso não tem nada de pessoal, mas produto de análise técnica que nesse caso, coloca APPA e DECEA/SRPV-SP em posições divergentes.

Voar em espaços aéreos confinados, estreitos, a baixa altura, com mão e contramão, sem controle ou informação de tráfego é, no mínimo, temerário. Essa é a realidade na qual se voa sob as Terminais onde os Corredores foram inventados e implantados. São incontáveis os informes (infelizmente poucos transformados em Relprevs) de pilotos que passaram aperto, inclusive com quase colisões reportadas.

Corredores Visuais, como estão implantados, não se encaixam em nenhuma das classes de espaço aéreo estabelecidas na ICA 100-37. Questionada, a equipe do DECEA diz que a maior parte dos Corredores, é espaço aéreo tipo Golf, ou seja, não compulsórios. Quem voa e apresenta planos ou notificações sabe muito bem que isso não passa de teoria. Sala AIS alguma recebe planos "de" e "para" aeródromos "dentro" ou "nas adjacências" de terminais sem que os corredores a serem voados sejam mencionados. APPs ou ACCs determinam rumo de corredores para quem entra VFR por baixo de terminais, sem exceção. Ou seja, “não compulsório” é uma condição ilusória.

A APPA trabalha para apresentar, em breve, detalhada proposta do que entende ser espaço aéreo adequado para voos VFR sob terminais, olhando para as regras em vigor e para a realidade operacional, colocando a segurança acima de tudo. Esperamos que o SRPV-SP e o DECEA não alterem nada para pior enquanto não consigamos sentar, trabalharmos juntos e criar soluções mais inteligentes do que as que estão em vigor. A APPA trabalha com a crença de que o bom senso sempre reinará.

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