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NotíciasEstadão: 05/05/2019

Um país que não tem qualquer plano estruturado para o setor aéreo não tem outro fim senão quebrar uma empresa aérea a cada 2 anos, atendendo não mais do que 130 destinos dos mais de 2.500 campos de pouso do país e destruir sua aviação geral.

"Um leilão marcado para ocorrer na terça-feira, em um edifício próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, colocará fim a mais uma companhia aérea brasileira. A Avianca Brasil será a 11.ª empresa do setor a encerrar as operações desde 2001 no País, que tem taxa de mortalidade de uma empresa a cada dois anos.", diz a matéria do Estadão de hoje, que continua "Margens baixas, necessidade de injeções volumosas de capital, contratos de longo prazo com arrendadoras de aeronaves e vulnerabilidade ao preço do combustível – e ao dólar, no caso brasileiro – estão entre os fatores que explicam a elevada taxa de mortalidade."

É verdade, todos esses fatores existem, mas são dados conhecidos desse mercado, no Brasil e no mundo. A pergunta importante, então, é a seguinte: se esses dados são conhecidos, por que o Brasil não consegue lidar com a realidade, viabilizando um setor essencial para um país com nosso potencial e dimensões? O que está nos faltando para que tenhamos capacidade para lidar com dados conhecidos?

O setor menos visível da aviação brasileira é o da aviação geral. São 11 mil aeronaves que tiveram seu movimento reduzido em praticamente 60% de 2013 para cá. Com acesso caro e precário a aeroportos, regulação improdutiva e excessiva e custos exorbitantes, o celeiro da aviação brasileira está doente. Quando a fraqueza já vem do berço, muito difícil esperar que um adulto cresça e se desenvolva com saúde.  




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